Atualizado em 8 de julho de 2026.
Subvenção econômica é dinheiro que não volta. O Compete Minas, a Chamada FAPEMIG/SEDE nº 11/2026, está com R$ 50 milhões abertos para projetos de inovação de empresas e cooperativas de Minas Gerais. As propostas vão até 30 de julho de 2026, pelo Sistema EVEREST. O valor não é empréstimo, e o quanto cada empresa recebe depende da linha e do porte.
São duas portas de entrada, e escolher a errada custa o edital. A Linha I, Tríplice Hélice, exige a empresa em parceria com uma instituição de ciência e tecnologia de Minas Gerais. A Linha II, Empresarial, a empresa toca sozinha. Por projeto, o recurso vai de R$ 200 mil a R$ 4 milhões, conforme a categoria de faturamento.
Este conteúdo ajuda o dono de empresa mineira a decidir se entra na chamada:
- Quanto o Compete Minas paga, em que prazo e por qual sistema
- Por que a subvenção existe, e por que o banco não entra nesse jogo
- Quem pode participar, e por que a empresa precisa ser de Minas Gerais
- Quanto cada projeto recebe, por categoria de faturamento
- Onde as empresas elegíveis costumam perder o edital
O que é o Compete Minas e quanto a chamada paga
O Compete Minas é o programa do Governo de Minas Gerais que paga para a empresa inovar. A Chamada FAPEMIG/SEDE nº 11/2026 está aberta, com R$ 50 milhões em subvenção, e recebe propostas de 15 de junho de 2026 a 30 de julho de 2026, pelo Sistema EVEREST. Quem coordena é a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE-MG), com a FAPEMIG.
O número que decide o planejamento não é o total, é o valor por projeto. Os R$ 50 milhões são o bolo da chamada inteira, dividido entre os projetos aprovados. Cada empresa recebe um valor que depende da linha escolhida e da sua categoria de faturamento, como mostra a tabela adiante. Tratar os R$ 50 milhões como se fossem o cheque de uma empresa é o primeiro erro de leitura.
Por que existe subvenção, e por que o banco não entra
A subvenção existe porque o banco não financia projeto de inovação com risco tecnológico. Um projeto que pode não dar certo, sem garantia real e sem faturamento previsível, é exatamente o que o gerente recusa ou empurra para uma linha de capital de giro cara. O Estado assume esse risco no lugar do banco: o dinheiro do Compete Minas é subvenção, não empréstimo, e não precisa ser devolvido se o projeto for executado como foi aprovado.
A empresa que ouviu não do banco para um projeto de pesquisa e desenvolvimento não fez nada errado. O banco de varejo simplesmente não tem produto para risco tecnológico, porque o negócio dele é emprestar contra garantia e receber com juros, não apostar em desenvolvimento. É essa lacuna que a subvenção preenche, e é por isso que ela paga onde o crédito comum não chega.
Quem pode participar do Compete Minas
Podem participar empresas e cooperativas com sede ou filial em Minas Gerais, criadas antes de 13 de junho de 2026. O vínculo com o estado é o primeiro filtro: o Compete Minas é estadual, e empresa de fora de Minas Gerais não se enquadra, por melhor que seja o projeto. Confundir uma chamada estadual com um edital federal faz a empresa gastar semanas montando uma proposta que já nasce inelegível.
O porte entra logo depois. A chamada separa as proponentes em categorias por faixa de faturamento, e cada categoria tem um teto de valor. Na prática, a micro e a pequena empresa disputam entre iguais, sem competir por ticket com as de faturamento alto.
Linha I Tríplice Hélice e Linha II Empresarial
A chamada tem duas linhas com lógicas diferentes, e a escolha muda o projeto inteiro. A Linha I, Tríplice Hélice, apoia o projeto que a empresa conduz junto com uma instituição de ciência e tecnologia de Minas Gerais. Nessa linha a empresa não submete sozinha: a parceria com a instituição faz parte do enquadramento e precisa estar formalizada. A Linha II, Empresarial, parte da própria empresa, startup ou cooperativa, sem a exigência de uma instituição parceira.
Empresa que já tem relação com uma universidade ou instituto de Minas Gerais tende a ir para a Linha I, que comporta projeto de valor maior. Empresa que prefere tocar o desenvolvimento dentro de casa encontra na Linha II um caminho mais direto, com tetos um pouco menores por categoria.
Quanto cada projeto recebe, por categoria de faturamento
O valor por projeto sobe com o porte da empresa e muda entre as duas linhas. A tabela abaixo mostra o teto por categoria de faturamento em cada uma.
| Categoria (faturamento da empresa) | Linha I, Tríplice Hélice | Linha II, Empresarial |
|---|---|---|
| Categoria I, até R$ 4,8 milhões | R$ 500 mil | R$ 200 mil |
| Categoria II, de R$ 4,8 milhões a R$ 16 milhões | R$ 1 milhão | R$ 500 mil |
| Categoria III, de R$ 16 milhões a R$ 90 milhões | R$ 2 milhões | R$ 1 milhão |
| Categorias IV e V, acima de R$ 90 milhões | R$ 4 milhões | R$ 3,5 milhões |
Fonte: Chamada FAPEMIG/SEDE nº 11/2026. O teto depende da categoria de faturamento declarada.
O que a tabela quer dizer para o caixa da empresa é direto. Uma empresa da Categoria I, com faturamento até R$ 4,8 milhões, capta R$ 500 mil na Linha I. Não são R$ 500 mil de dívida que viram parcela por anos: são R$ 500 mil que não voltam, porque subvenção não se paga de volta. Uma empresa acima de R$ 90 milhões chega a R$ 4 milhões na Tríplice Hélice, no mesmo modelo. O que define o teto é a categoria certa, e a categoria depende do faturamento declarado.
O prazo de 30 de julho não é a janela real
O prazo de submissão é 30 de julho de 2026, mas o tempo real de trabalho é menor que isso. Montar uma proposta que compete exige fechar o escopo técnico, dimensionar o orçamento pela categoria certa e, na Linha I, formalizar a parceria com a instituição de ciência e tecnologia. A parceria costuma ser a etapa mais lenta quando não existe relação anterior, porque depende da agenda da instituição, não só da empresa.
Na prática, a empresa que começa a estruturar o projeto no início de julho disputa em condição melhor do que a que deixa para os últimos dias. O prazo é a data limite do Sistema EVEREST, não a data em que o projeto fica bom. Quem trata a janela real como menor que o prazo do edital evita a submissão apressada, que joga fora uma boa ideia por falta de preparo.
Onde as empresas elegíveis perdem o Compete Minas
A empresa mineira raramente perde o edital por falta de mérito. Perde por estruturação. Um projeto de inovação real, descrito por quem não conhece o padrão da FAPEMIG, chega à avaliação sem deixar claro o ganho técnico, sem métrica de resultado e com orçamento que não fecha com a categoria de faturamento. O projeto era bom, a proposta é que não mostrou isso.
O contador que organiza o balanço para o Leão não é quem estrutura um projeto de pesquisa e desenvolvimento para uma agência de fomento. São trabalhos diferentes, com padrões diferentes. O erro não é do dono que confiou no processo de sempre, é de tratar uma chamada de subvenção como se fosse uma obrigação fiscal. Quem entende o padrão da FAPEMIG escreve o mesmo projeto de um jeito que a avaliação reconhece: o problema técnico fica explícito, o resultado esperado vira meta medível, e o orçamento conversa com a categoria de faturamento da empresa. É o mesmo projeto, contado de forma que a banca consiga pontuar. Essa diferença de estruturação é o que separa a empresa que capta da empresa que só descobre o edital depois que ele fecha.
Este conteúdo é informativo e não substitui análise de elegibilidade do projeto. As condições da chamada podem mudar, e o edital oficial prevalece sobre qualquer resumo. Para o texto integral, categorias, anexos e prazos, consulte as fontes oficiais da FAPEMIG.
Conclusão
O Compete Minas coloca R$ 50 milhões na mesa para a inovação mineira, com propostas até 30 de julho de 2026 e valor por projeto de R$ 200 mil a R$ 4 milhões, conforme a linha e a categoria. É dinheiro que não volta, para um risco que o banco não financia, restrito a empresa de Minas Gerais, e com a Linha I dependendo de parceria com instituição de ciência e tecnologia. A pergunta para o dono não é se o valor vale a pena. É se o projeto e o enquadramento na categoria certa vão estar prontos a tempo de uma proposta que a FAPEMIG reconheça. Enquanto o prazo corre, quem começa a estruturar agora ainda tem folga para acertar escopo, orçamento e, na Linha I, a parceria com a instituição.
Empresas mineiras com projeto de inovação que avaliam entrar na chamada podem solicitar uma análise de elegibilidade e enquadramento por categoria. Para ver outras oportunidades do tema, veja os editais de financiamento e subvenção econômica para inovação.